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O Brasil está ficando mais 'velho'. E agora?
O Brasil está ficando mais 'velho'. E agora?

Nos países desenvolvidos, especialmente nos EUA e Europa - onde a maior parte da população já passou dos 50 anos, uma sofisticada rede de assistência trabalha para garantir que a chegada à terceira idade não se transforme em fonte de problemas. Nesses países, é comum que as famílias recorram às empresas de atenção extra-hospitalar para que os idosos recebam atenção necessária quando estão doentes ou necessitam de cuidados especiais para prevenir problemas de saúde graves, que são comuns na idade avançada.

Este tipo de solução pode ser a saída tanto para famílias de idosos, quanto para pacientes que não precisam ficar internados para fazer um tratamento médico, mas que exigem cuidados especiais. São várias modalidades de atenção - desde o monitoramento de casos crônicos com visitas de médicos e enfermeiros até internação domiciliar (home care).

De acordo com Marcos Rabello, diretor-executivo da CaptaMed - que em 2013 completou 10 anos de mercado e que acompanha atualmente 3 mil pacientes em Belo Horizonte, Brasília e Goiânia - este tipo de solução tem como foco cuidar da saúde e do bem estar das pessoas e não apenas tratar as doenças. “Está consagrado que o estado de ânimo do paciente influencia no sucesso dos tratamentos. Uma das vantagens é que, estando em casa, o paciente, em especial o idoso, fica mais confortável e seguro, o que é bom para o tratamento”, explica.

Não é apenas o paciente quem ganha, já que a família fica mais tranquila. Hoje, todo mundo trabalha e ter um familiar hospitalizado é sempre um grande problema. Quem tem mais tempo livre, fica sobrecarregado; enquanto quem não tem, sofre com a situação.

“A tendência é que este tipo de serviço cresça bastante no Brasil, em resposta à mudança do perfil demográfico da população”, diz Marcos Rabello. De fato, vivemos no Brasil o que os pesquisadores chamam de virada demográfica – o momento no qual o número de jovens de um país começa a ficar menor do que o número de pessoas idosas.

De acordo com o IBGE, a expectativa média de vida dos brasileiros subiu para 74 anos, o que significa que até 2050, 20% da população será de idosos. Em 2060, teremos 5 milhões de idosos com 90 anos ou mais.

Mais qualidade, Menos custos - Além disso, esta modalidade de atendimento pode ajudar a desatar o nó da qualidade e assegurar a sustentabilidade financeira, tanto na saúde pública, quanto privada. Os custos das internações hospitalares são cada vez mais altos, principalmente em países onde é grande o número de idosos.

As soluções extra-hospitalares evitam internações prolongadas e desnecessárias. “É comum vermos problemas relacionados à falta de leitos e, como sabemos, a capacidade do Estado e do sistema privado de investir na construção de novos hospitais é limitada. Precisamos usar essa rede de forma inteligente, considerando que a população está envelhecendo rapidamente”, diz.

O custo de tratamento de uma pneumonia ou de uma infecção urinária, por exemplo, que são muito comuns em idosos, pode ser até 70% menor se o paciente for tratado em ambiente domiciliar. Os estudos da CaptaMed comprovam que o paciente tratado em casa adoece menos ou com menor gravidade, já que os profissionais de saúde monitoram todos os sintomas de forma permanente. Também necessitam de menos consultas e exames devido a organização do cuidado e direcionamento correto para a utilização da rede de atendimento de saúde. 

Os estudos também mostram que esses pacientes recorrem menos ao pronto-atendimento e, quando as internações hospitalares são de fato necessárias, o tempo de permanência no hospital tende a ser menor. As equipes de atenção extra-hospitalar interagem com as equipes dos hospitais que se sentem mais seguras a liberar o paciente para continuar o tratamento em casa.

De acordo com Rabello, a CaptaMed também realiza um levantamento do perfil de saúde dos clientes das operadoras de saúde, o que permite planejar as necessidades de investimentos. “Nós fazemos análise do perfil epidemiológico dos pacientes, através da verificação das doenças mais prevalentes, as principais causas de internações, mensurando o risco de saúde e propondo uma estratégia individualizada e adequada ao grupo de beneficiários”, explica.

Esta possibilidade de planejar o cuidado resulta em custos menores e permitem promover a saúde, ao invés de simplesmente tratar pessoas doentes.  O executivo da CaptaMed lembra que a decisão de adotar ou não esta solução precisa, necessariamente, passar pelo médico que assiste o paciente. Mas ele também defende que a família deve sempre buscar esta possibilidade. “O médico é quem vai decidir e prescrever essa linha de abordagem no tratamento, porque ele é quem sabe quais são os cuidados necessários. A maioria dos planos de saúde já oferecem este benefício e a família deve sempre conversar com o médico para ver qual é a melhor escolha”. Afinal, nem sempre lugar de doente é no hospital.